PERIGO SANITÁRIO ?

OPINIÃO DE ESPECIALISTAS SOBRE EVENTUAIS DOENÇAS TRANSMITIDAS PELOS POMBOS

LETTRE du Docteur Philippe de WAILLY
Membre de l’Académie Vétérinaire de France
Président de la section ornithologique du G.E.N.A.C. (Grupo de Estudos dos Novos Animais de Companhia)
Président de I.W.P.F France

Ninguém poderá negar a existência de doenças graves nos maravilhosos pombos das nossas cidades. Mas é preciso afirmar que a maior percentagem de mortalidade deles é provocada por afecções total e exclusivamente específicas aos columbídeos contra as quais os veterinários muitas vezes são impotentes: varíola do pombo, paramixovirose B e enfim o herpes vírus 1(ph v 1) cujos sinais clínicos são a sinusite, abatimento, paralisia. Nenhuma destas doenças é susceptível de provocar o menor mal-estar nos humanos.

Constata-se, certamente alguns casos de ornitose ou salmonelose, mas não arriscamos de contrair o piociânico ou o estafilococo dourado no métro ou em certas salas hospitalares? Conheço exemplos bem precisos.

Certas pessoas são alérgicas às penas, o que se manifesta por rinites ou problemas respiratórios. São, mais frequentemente, os ácaros dos edredons ou colchões que estão na origem desses incómodos, muito mais do que os pombos vivendo nas nossas cidades. E muito menos que os pólens ou as poeiras.

Cessemos pois de considerar os pombos como os bodes expiatórios dos nossos males. O homem moderno não dessacralisou suficientemente a natureza e a sua criação para ainda inventar uma vítima sacrificial no altar da sua injustiça e da sua maldade.


Nul ne saurait nier l’existence de maladies graves chez les merveilleux pigeons de nos villes. Mais il convient d’affirmer que le plus gros pourcentage de mortalité chez eux est provoqué par des affections totalement et exclusivement spécifiques aux colombidés contre lesquelles les vétérinaires se trouvent souvent impuissants: variole du pigeon, paramyxovirose B (qui se manifeste par des torticolis et des convulsions), enfin l’herpès virus 1 (PH V 1) dont les signes cliniques sont sinusites, abattement, paralysie. Aucune de ces maladie n’est susceptible de provoquer le moindre malaise chez les humains.
On signale, certes, quelques cas d’ornithose ou de salmonellose, mais ne risquons-nous pas d’attraper le pyocianique ou le staphylocoque doré dans le métro ou dans certaines salles hospitalières ? J’en connais des exemples bien précis. Certaines personnes sont allergiques aux plumes, ce qui se manifeste par des rhinites ou des troubles asthmatiques. Ce sont, plus fréquemment, les acariens des duvets de literie qui sont à l’origine de ses désagrément, bien plus que les pigeons vivants dans nos villes. Beaucoup moins que les pollens ou les poussières.
Arrêtons donc de considérer les pigeons comme les bouc-émissaires de nos maux. L’homme moderne n’a-t-il pas suffisamment désacralisé la nature et sa création pour encore inventer une victime sacrificielle sur l’autel de son injustice et de sa méchanceté

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Coimbra. Capital do conhecimento e da saúde e do bom senso também?” por  Marc Ryon 29 Abril 2008

Nos anos 2002-2003 o vereador dr Nuno Freitas (médico) achou necessário criar mecanismos para travar a proliferação dos pombos da cidade de Coimbra. Neste quadro, fui – tendo sido denominado pelos serviços competentes da Câmara como “ especialista nesta matéria” – chamado a participar em algumas reuniões das quais resultou um convite “como técnico de reconhecida competência para numa primeira fase colaborar com a CMC em regime de Consultadoria Técnica para orientação deste trabalho multidisciplinar… e numa segunda fase para fazer o acompanhamento técnico dessa equipa”.

Todavia, a chegada do actual vereador mudou bruscamente o rumo das coisas: fez “tabula rasa” do trabalho em andamento, parando assim o que poderia ter sido um projecto multidisciplinar, inovador e verdadeiramente exemplar para Portugal inteiro com o argumento pseudo-doutrinal de que só os próprios serviços da Câmara se deviam ocupar de um assunto deste género.

Agora, em 2008, dois anos mais tarde, o ciclo está fechado e após um período “providencial” de imobilismo no que diz respeito aos columbídeos da cidade, a Câmara volta a dirigir-se para fora com um convite às empresas do ramo, no sentido de “solicitar que se digne informar… que meios e métodos utilizam para assegurar a praga dos pombos…”. No Luxemburgo, chamam a isso “uma procissão de Echternach”: dois passos para a frente e depois um para atrás…

Ninguém tem dúvidas sobre a necessidade de restringir o número dos pombos que vivem nas nossas cidades. Todavia, é de notar que nos países mais avançados neste aspecto (Alemanha, Suíça. França, Holanda…) estas aves têm direitos e não podem ser abatidas de qualquer maneira, ou submetidas a tratamentos químicos incontroláveis: De facto, existe aí uma opinião pública atenta e sempre pronta para denunciar qualquer atentado contra a sua dignidade como ser vivo.

Consta, na verdade, que muitos destes pombos estão doentes, situação em nada extraordinária para animais selvagens que são.

No entanto, a maior parte das suas doenças são do foro patogénico específico do pombo ou das aves em geral, e não são transmissíveis ao Homem. ……..

Considerando as centenas de milhões de pombos e pessoas que convivem diariamente em todas as grandes cidades deste planeta, é de facto um número irrisório.

Conclusão: o que já foi dito em 1990 por pesquisadores das Universidades de Utreque e Munique, nomeadamente que o pombo da cidade é mais um perigo para os outros pombos do que para os humanos, é confirmado por outros termos em 2004 por Wackernagel (Basileia)

Conclusões : o vereador responsável retirou à Coimbra uma única oportunidade de se destacar neste domínio e dar um exemplo a todos os outros municípios de Portugal. Poderíamos ter optado por soluções similares às utilizadas em centenas de grandes cidades Europeias, com base em medidas sinergéticas e humanamente aceitáveis (recusando desde o início o uso de métodos cruéis). A instalação de pombais municipais – em vários casos frutos de uma arquitectura de vanguarda – dentro do perímetro da cidade também faz parte desta solução. ……… http://www.campeaoprovincias.com/jornal/index ……

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Comité mixte OMS/FAO des experts des zoonoses – Rome 1959

“Les pigeons qui vivent en liberté dans les villes de même que les étourneaux et les moineaux ne présentent qu’un risque faible pour la santé publique”

Os pombos que vivem em liberdade nas cidades assim como os estorninhos e os pardais não constituem senão um fraco risco para a saúde pública”


Uma resposta a PERIGO SANITÁRIO ?

  1. Filip Kacl diz:

    Queria lhe agradecer e cumprimentar por ter feito este sitio maravilhoso onde as pessoas se possam informar sobre a realidade que estes lindos animais tem vivido. Tentei assinar a petição mas o link não me abriu. Tenho estado já faz algum tempo a tentar fazer com que as pessoas se sensibilizem mais para com os animais na zona onde resido (Cascais), más na maio parte tem sido em vão. O resultado é que durante os últimos anos tenho salvo mais de duas dezenas de pombos ou doesntes, ou feridos, mas na sua maioria borrachos caidos dos ninhos. Ao mesmo tempo tenho tido o problema de ter em casa alguns pombos que por uma ou outra razao nao estao aptos para serem soltos (alguns estao comigo há anos e deverao ficar comigo para sempre) e gostava mesmo muito de ter o seu contacto. Com os melhores cumprimentos.

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